Professor de Geografia e estudantes participarão de mostra internacional de tecnologia no Rio Grande do Sul


Eles são aquele tipo de jovem que você tenta manter quieto a cada segundo da aula, mas não é fácil, é como se a hiperatividade estivesse no sangue, ou melhor no cérebro.  Os inquietos estudantes Robertt William Nascimento Falcão e Aldo Lery Pereira da Costa Júnior, do 2º ano do ensino médio do Colégio Carmela Dutra, que se destacaram no 3º Ferocit – Feira de Rondônia Científica de Inovação e Tecnologia, ocorrido do dia 05 até o dia 08 em Porto Velho, encontraram no professor de geografia, Cleiton Aparecido de Araújo Afonso, o que precisavam para usar toda a agitação em benefício de uma causa. Unidos, eles criaram um aplicativo chamado “Aluno Digital”, um aplicativo pedagógico com testes ideais para o ensino básico. Trabalho este que resultou em segundo lugar na feira e garantiu a participação para o MOSTRATEC, uma feira internacional, que acontecerá em outubro no Rio Grande do Sul.

A participação e coordenação do projeto pelo professor Cleiton, formado em geografia e especialista em programação, foi fundamental na efetivação do projeto e premiação. Para ele o trabalho foi além do objetivo didático e pedagógico, potencializou as habilidades e competências dos alunos e ainda estará disponível para socialização de propostas curriculares.

O aplicativo já está disponível na loja Playstore, do Android. Ele tem atividades relacionadas a quatro disciplinas: Biologia, Geografia, História e Português, mas de acordo com os protagonistas do projeto, novos componenetes curriculares poderão ser agregados. A ferramenta tecnogica é ideal para interessados no ENEM  – Exame Nacional do Ensino Médio, e deve ainda atender concurseiros.

“O nosso aplicativo ele é totalmente pedagógico e está voltado ao público que vai fazer o ENEM. Ele funciona como um simulado. Logo que você termina de responder as atividades, ele vai te dar uma pontuação e a correção com os acertos e os erros. Você ainda vai participar de um ranking de pontuação. É como se fosse uma competição com outras pessoas”, explicou o jovem Aldo.

Os estudos  para construir o aplicativo começaram desde fevereiro, com pesquisas para descobrir como desenvolver a ferramenta tecnologica. Em seguida o professor coordenou passo a passo a programação. Cleiton relatou que projeto inicial foi criado em 2015 para participar da Ferocity de 2016, mas ela não aconteceu e então a ideia foi congelada.

“Numa seletiva entre 400 escolas, a idéia inicial do projeto ficou entre 50, que foram levadas a Feira de 2016. No evento o colégio Carmela Dutra ficou em terceiro lugar. Quando foi no início deste ano, eles comunicaram que os projetos selecionados o ano passado estariam participando da edição deste ano, que ocorreu do dia 05 até 08 de junho. Sabendo disso em fevereiro retomamos o projeto como aplicativo”

O aluno Aldo relata que os questionamentos sobre as facilidades de acesso levaram a idéia inicial do site “Aluno Digital” virar um aplicativo para celular. “ Há princípio não tinha ainda a ideia do aplicativo, somente do site, então pensamos: já que estamos no site, por que não fazemos um aplicativo? Que é algo mais fácil e não precisa buscar na internet. Somente clicar para baixar e já tenho acesso”.

Cleiton disse que o projeto ainda não foi divulgado amplamente , mas já está na Playstore como aplicativo educacional. Ele foi certificado na Europa, nos Estados Unidos e para toda a América Latina com esta denominação. “Passamos quase um mês para conseguir essa publicação até chegar ao produto final”, esclareceu professor Cleiton.

Mostratec

Os estudantes e o professor foram convidados, estão credenciados e autorizados pela SEDUC, para participar  da Mostratec (Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia). A Secretaria vai custear as despesas.

O professor Cleiton sinalizou a coincidência do nome do aplicativo: “Aluno Digital”, com um programa do Governo do Estado, em que vão distribuir tablet´s para os alunos da rede pública escolar. Para o docente, nos tablet´s a serem distribuídos deveriam constar as ferramentas pedagógicas expostas na feira.

OUTRAS EXPOSIÇÕES EM RO

Os estudantes já receberam propostas para participar de outras exposições de tecnologia, uma delas na UNIR (Universidade Federal de Rondônia) que acontece em julho; a outra pela equipe da Info Party, feira de tecnologia de Rondônia organizada pelo governo.

A Infor Party trabalha com negócios. “Nesse caso seria necessário desenvolver um aplicativo diferente do “Aluno Digital”. Teria o mesmo princípio, mas seria com outro nome, com outra versão, e com objetivo de gerar renda e fazer negócio. Porque a info Party trabalha com empreendedores. Onde você expõe a idéia e vende”, disse o professor Cleiton.

A EXPANSÃO DO APLICATIVO

Segundo os seus criadores, o aplicativo pode ser ampliado, vem com corretor automático e cadastramento de professores. O docente pode armazenar novas perguntas, um quizz ou questionário, e aplicar aos seus alunos usando o celular.

“Existe a possibilidade da ministração de aula. Esta versão foi feita para a feira, não tínhamos noção que ia atingir esta dimensão de interesse. A coordenação da Mostratec, feira internacional de tecnologia, é quem escolhe dois trabalhos para apresentação fora do Estado, e tivemos esta sorte. Agora nossa próxima etapa é expandirmos mais, colocar mais conteúdo no aplicativo e melhorar o site”, disse Robertt.

Segundo os criadores, o aplicativo seria da forma como foi criado para a feira, mas com o surgimento de convites para outras exposições e oportunidades de negócio, o que inclui uma mostra internacional, a expansão é natural. Os competidores acreditam que no Estado houve uma abrangência singular, na MOSTRATEC serão 35 países, portanto com a abrangência é necessário aperfeiçoar.

“Agora trabalharemos com novos recursos, novas ideias, para alcançar um produto melhor. Na feira já estavamos discutindo isto. Além de representar o Estado, vamos competir com outros países”, ressaltou professor Cleiton.

O professor conta que os estudantes não pensavam na dimensão que tomou o trabalho e na possibilidade do aplicativos deles ser tornar uma referência a nível mundial.

Fonte: Redação Orondoniense       Publicada em 10/06/2017 às 08:42

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