Aristóteles, Ética a Nicômaco, Hábito e Caráter, Virtude Moral, Justo Meio, BNCC Filosofia, Felicidade. Como nos tornamos pessoas boas? Explore a filosofia de Aristóteles sobre o hábito e a construção do caráter. Entenda por que a virtude não é um dom nato, mas uma prática constante. Aprenda o conceito de “Justo Meio” e como equilibrar suas ações para alcançar a felicidade. Inclui plano de aula BNCC, 15 questões com gabarito e análise de imagens.

O Hábito e a construção do caráter

A Virtude como Prática

Diferente de outros pensadores que acreditam que a bondade nasce com a pessoa, Aristóteles defende que a virtude moral é fruto do hábito. Em sua obra Ética a Nicômaco, ele afirma: "Tornamo-nos justos praticando atos justos". Ninguém nasce virtuoso, assim como ninguém nasce músico; aprendemos a tocar um instrumento tocando-o, e aprendemos a ser corajosos praticando atos de coragem. O caráter é, portanto, o conjunto de hábitos que cultivamos ao longo da vida.

O Justo Meio (A Teoria do Equilíbrio)

Para Aristóteles, a virtude está sempre no Justo Meio — o equilíbrio entre dois extremos: a falta (deficiência) e o excesso. Por exemplo, a coragem é o equilíbrio entre a covardia (falta de coragem) e a temeridade (excesso de confiança/irresponsabilidade). O hábito serve para treinar nossa razão a escolher sempre o caminho do meio, que é onde reside a excelência. Ser feliz (Eudaimonia) não é um momento de prazer, mas o resultado de uma vida inteira vivida com virtude e equilíbrio.

1)
Segundo Aristóteles, como adquirimos as virtudes morais? 

A) Através do estudo exclusivo de livros.

B) Por herança biológica dos pais.

C) Através do hábito e da repetição de atos bons.

D) Por um presente dos deuses.

2)
O que significa a frase "Uma andorinha só não faz verão" no contexto da ética aristotélica? 

A) Que precisamos de muitos amigos para ser feliz.

B) Que um único ato bom não define o caráter de uma pessoa; é preciso constância.

C) Que a natureza é mais importante que a sociedade.

D) Que devemos esperar o verão e praticar a virtude.

3)
O "Justo Meio" aristotélico define a virtude como:

A) O ponto máximo de uma emoção.

B) O equilíbrio entre o excesso e a falta.

C) A escolha pelo caminho mais fácil e confortável pra viver.

D) A negação total de todos os desejos.

4)
Na ética de Aristóteles, a coragem é o justo meio entre:

A) A calma e a raiva.

B) A covardia e a temeridade (imprudência).

C) A mentira e a verdade.

D) A pobreza e a riqueza.

5)
Como o treinamento do atleta representa a ideia de virtude em Aristóteles?
6)
Qual é o fim último de todas as ações humanas para Aristóteles?

A) O prazer momentâneo.

B) O acúmulo de bens materiais.

C) A felicidade (Eudaimonia).

D) A fama eterna.

7)
Por que o hábito é fundamental para a construção do caráter? 

A) Porque ele torna as ações boas automáticas e naturais para a pessoa.

B) Porque ele cansa o corpo e impede o erro.

C) Porque ele cansa o corpo e impede o erro.

D) Porque o hábito substitui a necessidade de pensar.

8)
Alguém que age corretamente apenas por medo da punição é virtuoso para Aristóteles?

A) Sim, o que importa é o resultado final.

B) Não, pois a virtude exige a escolha consciente e o prazer em agir bem.

C) Sim, desde que a ação se repita muitas vezes.

D) Não, pois a virtude só existe para quem é rico.

9)
Relacione a imagem do equilibrista ao conceito de "Justo Meio".
10)
A virtude intelectual (sabedoria) diferencia-se da virtude moral porque a primeira nasce do:

A) Exercício físico

B) Hábito alimentar.

C) Ensino e da instrução.

D) Acaso.

11)
Para Aristóteles, o caráter de um homem é determinado por: 

A) Seus pensamentos secretos.

B) Sua sorte na vida política.

C) Suas escolhas e ações repetidas.

D) Sua aparência física.

12)
Por que Aristóteles afirma que a virtude moral não é inata?
13)
Explique a relação entre a razão e o hábito na construção do caráter.
14)
Como a educação das crianças deve ser feita segundo a ética do hábito?

Questão 1: C

Questão 2: B

Questão 3: B

Questão 4: B

Questão 5:
Mostra que a excelência não é um ato isolado, mas o resultado da repetição e do hábito constantes.

Questão 6: C

Questão 7: A

Questão 8: B

Questão 9:
Representa a busca ativa pelo equilíbrio para não cair nos extremos do excesso ou da falta.

Questão 10: C

Questão 11: C

Questão 12:
Porque nascemos apenas com a capacidade de recebê-la; sua concretização depende da prática e do hábito social.

Questão 13:
A razão identifica o "justo meio" e o hábito treina a nossa vontade para seguir essa escolha racional sempre.

Questão 14:
Deve-se incentivar a prática de atos bons desde cedo, para que a virtude se torne um hábito antes mesmo da razão amadurecer.

Plano de Aula da Atividade
  • Componente Curricular: Filosofia

  • Série: 1ª ou 2ª série do Ensino Médio

  • Habilidades BNCC:

    • (EM13CHS502): Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores e condutas à luz de diferentes princípios éticos.

    • (EM13CHS101): Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas...

  • Objetivo do Conhecimento:

    • Ética a Nicômaco: A virtude moral.

    • O papel do hábito na formação da identidade.

    • A teoria do Justo Meio.

  • Objetivo da Aula:

    • Diferenciar a virtude como potencialidade e como ato.

    • Aplicar o conceito de "justo meio" a dilemas morais da juventude.

    • Refletir sobre como pequenas escolhas diárias constroem o caráter a longo prazo.