Alma e Vida na Filosofia Grega, Psiquê, Platão e Aristóteles, Filosofia Ensino Médio, BNCC Filosofia. Descrição: Explore as raízes do pensamento ocidental com este guia sobre o conceito de Alma (Psiquê) e Vida para os filósofos gregos. Este artigo detalha as visões de Platão e Aristóteles, oferece um plano de aula completo alinhado à BNCC e uma lista de exercícios com gabarito para fixação de conteúdo. Ideal para professores e estudantes que buscam aprofundar o conhecimento sobre a dualidade corpo-alma e o sopro vital.

A Alma e a Vida para os Gregos Antigos

Para Platão, a alma (Psiquê) é imortal e habita temporariamente o corpo, que é visto como uma 'prisão' (soma-sema); antes de encarnar, ela pertenceria ao Mundo das Ideias, onde contemplou as verdades absolutas, tornando a vida humana um processo de purificação e recordação (anamnese) através da dialética. Essa jornada é estruturada pela tripartição da alma: a racional (cabeça), que deve governar através da sabedoria; a irascível (peito), que deve agir com coragem e impeto; e a concupiscível (ventre), que exige temperança sobre os desejos básicos, buscando o equilíbrio que Platão define como a justiça individual e o alicerce para a harmonia da pólis.

A Alma Funcional de Aristóteles

Diferente de seu mestre, Aristóteles via a alma e o corpo como uma unidade indissociável (hilemorfismo). Para ele, a alma é a forma de um corpo natural que tem vida em potência. Não há alma sem corpo. Ele a classifica por funções: a vegetativa (comum a todos os seres vivos, foca em nutrição e reprodução), a sensitiva (própria dos animais, envolve percepção e movimento) e a intelectiva (exclusiva dos seres humanos, que permite o pensamento racional e a deliberação), consolidando a ideia de que a excelência humana reside no pleno exercício dessa racionalidade.

1)
Considerando a evolução do pensamento grego, qual é a polissemia do termo Psiquê e de que maneira sua compreensão se torna o pilar central da antropologia filosófica no ápice da Grécia Clássica?

A) Mente subconsciente.

B) Sopro vital ou alma.

C) O corpo físico.

D) O destino trágico.

2)
Segundo Platão, qual parte da alma deve governar as demais?

A) Concupiscível.

B) Irascível.

C) Racional.

D) Sensitiva.

3)
Observando os gestos de Platão (apontando para cima) e Aristóteles (mão estendida para baixo/frente) na pintura de Rafael, como isso representa a diferença de suas visões sobre a alma?
4)
Com base na teoria das três almas de Aristóteles, qual tipo de alma é compartilhado pelos três seres da imagem?
5)
Aristóteles define a alma como a "forma" do corpo. Isso significa que:

A) A alma pode viver sem o corpo.

B) O corpo é superior à alma.

C) Alma e corpo são uma substância única.

D) A alma é apenas um vapor material.

6)
A "alga vegetativa" em Aristóteles é responsável por:

A) Pensar e filosofar.

B) Sentir dor e prazer.

C) Nutrição, crescimento e reprodução.

D) Movimentar-se pelo espaço.

7)
Para Platão, onde a alma residia antes de se ligar ao corpo?

A) No Mundo das Ideias.

B) No submundo de Hades.

C) No Monte Olimpo.

D) No núcleo da Terra.

8)
Qual metáfora Platão usa para explicar a divisão da alma?

A) O Mito da Caverna.

B) A Alegoria da Biga (Carro Alado).

C) O Rio do Esquecimento.

D) A Escada do Amor.

9)
Na visão aristotélica, o que diferencia o homem dos outros animais?

A) A capacidade de se reproduzir.

B) A alma intelectiva (razão).

C) A alma sensitiva.

D) A força física.

10)
O conceito de "anamnese" em Platão refere-se a:

A) O esquecimento total da vida.

B) O ato de aprender como um processo de recordar.

C) A punição da alma no corpo.

D) A criação de novas ideias.

11)
Para os gregos, a "morte" era entendida como:

A) O fim absoluto da existência.

B) A separação entre o sopro vital (psiquê) e o corpo (soma).

C) Um sonho eterno sem consciência.

D) A transformação do corpo em alma.

12)
Esta imagem representa o Mito da Biga de Platão. O que o cavalo preto simboliza no contexto das partes da alma?  
13)
Explique por que a visão de Platão sobre a alma é considerada "dualista".
14)
Descreva a função da alma sensitiva para Aristóteles.

Questão 1: B

Questão 2: C

Questão 3:
Platão aponta para cima indicando que a origem da alma e da verdade está no mundo inteligível/metafísico. Aristóteles aponta para baixo indicando que a alma e a essência devem ser buscadas na realidade sensível e na unidade com a matéria.

Questão 4:
A alma vegetativa (ou nutritiva), que é a base da vida para todos os seres vivos.

Questão 5: C

Questão 6: C

Questão 7: A

Questão 8: B

Questão 9: B

Questão 10: B

Questão 11: B

Questão 12:
O cavalo preto representa a alma concupiscível (os desejos e apetites), que é difícil de controlar e frequentemente puxa a carruagem em direção ao mundo sensível.

Questão 13:
Porque ele separa o ser humano em duas naturezas distintas e independentes: o corpo (material, mortal e imperfeito) e a alma (espiritual, imortal e perfeita), sendo a alma a verdadeira essência.

Questão 14:
A alma sensitiva permite aos seres (animais e humanos) a percepção sensorial (sentidos), o desejo, a memória e a capacidade de locomoção.

Plano de Aula da Atividade

Componente Curricular: Filosofia

Série: 1ª ou 2ª série do Ensino Médio

Tema: A concepção de alma e vida na Antiguidade Clássica.

Habilidades BNCC

(EM13CHS101): Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos históricos e geográficos.

(EM13CHS102): Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas e geográficas que sustentam a construção de conceitos e filosofias.

Objetivos do Conhecimento

O dualismo platônico: corpo e alma.

O hilemorfismo aristotélico: a alma como forma do corpo.

As faculdades da alma (racional, irascível, concupiscível; vegetativa, sensitiva e intelectiva).

Objetivos da Aula

  1. Diferenciar as perspectivas de Platão e Aristóteles sobre a natureza da alma.

  2. Compreender a relação entre vida biológica e alma no pensamento grego.

  3. Analisar como essas concepções influenciaram a ética e a antropologia ocidental.