Explore nesta atividade de filosofia sobre o contraste entre a Eudaimonia aristotélica (excelência moral) e o Utilitarismo (máximo prazer para o maior número). Entenda como essas duas correntes moldam nossas decisões éticas e o que cada uma considera uma “vida boa”. Inclui plano de aula BNCC,  questões com gabarito e análise de imagens.

Eudaimonia e Utilitarismo

Para Aristóteles, a felicidade (Eudaimonia) não é um sentimento passageiro de alegria ou prazer, mas uma atividade da alma de acordo com a virtude. Ser feliz significa alcançar a excelência humana através da razão e do hábito. Não se trata de "ter" prazer, mas de "ser" uma pessoa íntegra que realiza seu potencial máximo.

Utilitarismo: A Felicidade como Utilidade

Já para os utilitaristas como Jeremy Bentham e Stuart Mill, a felicidade é entendida como o prazer e a ausência de dor. O princípio fundamental é a utilidade: uma ação é ética se promover o "máximo de felicidade para o maior número de pessoas". Enquanto Aristóteles foca no caráter de quem age, o utilitarismo foca nas consequências da ação.

1)
O termo grego "Eudaimonia", usado por Aristóteles, é melhor traduzido como:

A) Prazer imediato e intenso.

B) Sucesso financeiro e fama.

C) Florescimento humano ou vida excelente.

D) Ausência total de qualquer emoção.

2)
Para o Utilitarismo, o critério para decidir se uma ação é correta é:

A) Se ela segue os Dez Mandamentos.

B) Se ela gera as melhores consequências (mais prazer e menos dor) para a maioria.

C) Se ela foi praticada por uma pessoa famosa.

D) Se ela obedece estritamente às leis do Estado.

3)
Aristóteles acredita que a felicidade é alcançada através:

A) Do acúmulo de bens materiais.

B) Da sorte e do destino.

C) Do exercício da razão e da prática das virtudes.

D) Do isolamento total da sociedade.

4)
Jeremy Bentham, o pai do utilitarismo, propôs o "Cálculo Hedonista" para:

A) Medir a quantidade de prazer e dor gerada por uma ação.

B) Calcular os juros de empréstimos bancários.

C) Descobrir a idade das estrelas.

D) Decidir quem deve ser o rei.

5)
Qual a principal diferença entre Stuart Mill e Bentham dentro do utilitarismo?

A) Mill acreditava que não existiam prazeres superiores, apenas quantidades.

B) Mill defendia que prazeres intelectuais e morais são superiores aos prazeres puramente físicos.

C) Mill dizia que a dor era necessária para a felicidade.

D) Bentham acreditava que a virtude era mais importante que o prazer.

6)
Como Stuart Mill diferenciaria esses dois tipos de prazer?
7)
Para Aristóteles, a felicidade é um "fim em si mesmo". Isso significa que: 

A) Buscamos a felicidade para conseguir outras coisas, como dinheiro.

B) Buscamos outras coisas visando a felicidade, mas a felicidade não é buscada por nada além dela mesma.

C) A felicidade termina assim que morremos.

D) Ninguém consegue realmente ser feliz.

8)
No dilema do trem (desviar um trem para salvar cinco pessoas sacrificando uma), um utilitarista clássico provavelmente escolheria:

A) Não fazer nada, pois mexer no trilho seria pecado.

B) Desviar o trem, pois salvar cinco vidas gera maior utilidade que salvar uma.

C) Gritar por socorro até o trem parar sozinho.

D) Salvar a pessoa que fosse mais rica.

9)
Por que este diagrama é o exemplo clássico da ética utilitarista?
10)
Uma crítica comum ao Utilitarismo é que ele pode:

A) Ser excessivamente focado na religião.

B) Sacrificar os direitos de um indivíduo ou de uma minoria em nome do bem da maioria.

C) Impedir que as pessoas busquem o prazer.

D) Ser difícil de entender para quem não é matemático.

11)
Por que esta imagem representa melhor a "Eudaimonia" do que a imagem de alguém ganhando um prêmio?
12)
Na visão aristotélica, uma pessoa que ganha na loteria é "feliz" imediatamente?

A) Sim, pois o dinheiro traz prazer.

B) Não, pois a eudaimonia depende do caráter e da atividade virtuosa ao longo da vida, não da sorte.

C) Sim, pois ela pode comprar virtudes.

D) Não, pois Aristóteles acreditava que os ricos eram sempre infelizes.

13)
Explique a frase de Stuart Mill: "É melhor ser um ser humano insatisfeito do que um porco satisfeito".
14)
Como Aristóteles relaciona a "Função do Homem" com a felicidade?

Questão 1: C

Questão 2: B

Questão 3: C

Questão 4: A

Questão 5: B

Questão 6:
Mill diria que o estudo é um "prazer superior" (intelectual), enquanto a comida é um "prazer inferior" (sensorial/físico).

Questão 7: B

Questão 8: B

Questão 9:
A imagem ilustra o utilitarismo através de uma balança que pesa grupos de pessoas, simbolizando o cálculo racional para maximizar o bem-estar coletivo. Figuras clássicas representam Bentham e Mill analisando as consequências das ações para escolher o caminho que preserve o maior número de vidas.

Questão 10: B

Questão 11:
Porque a Eudaimonia é o resultado de uma vida inteira de práticas virtuosas e laços sociais, e não um momento súbito de triunfo.

Questão 12: B

Questão 13:
Mill defende que a qualidade do prazer importa. Seres humanos têm capacidades superiores (razão, moral) que, mesmo causando angústia, valem mais do que o prazer puramente animal.

Questão 14:
A função do homem é a atividade da razão. Portanto, a felicidade consiste em exercer essa razão com excelência (virtude).

Plano de Aula da Atividade
  • Componente Curricular: Filosofia

  • Série: 2ª ou 3ª série do Ensino Médio

  • Habilidades BNCC:

    • (EM13CHS502): Analisar situações da vida cotidiana, valores e condutas à luz de diferentes princípios éticos.

  • Objetivo do Conhecimento:

    • Ética das Virtudes (Aristóteles) vs Ética Consequencialista (Utilitarismo).

    • O conceito de utilidade e bem comum.

    • A busca pelo sentido da vida.

  • Objetivo da Aula:

    • Diferenciar prazer de felicidade ética.

    • Aplicar o cálculo utilitarista a dilemas modernos (políticas públicas, saúde).

    • Refletir sobre a importância da virtude no florescimento individual.