Baixe agora Atividades em PDF com Gabarito e Plano de Aula focados na filosofia de David Hume. Este recurso didático foi planejado para facilitar o ensino da teoria de que a beleza não é uma característica real e intrínseca dos objetos — como o peso ou o tamanho —, mas uma experiência que reside exclusivamente na mente de quem a contempla.

A Beleza como Sentimento

Para David Hume, a beleza não é uma característica real dos objetos (como o peso ou o tamanho), mas existe apenas na mente de quem os contempla. Sendo um filósofo empirista, Hume argumenta que "belo" é um sentimento de prazer que surge em nós através dos sentidos. Por isso, cada mente percebe uma beleza diferente, o que justifica o ditado de que "gosto não se discute". No entanto, Hume vai além do simples subjetivismo.

O Padrão do Gosto

Se a beleza é subjetiva, por que concordamos que alguns artistas são gênios universais? Hume propõe a existência de um Padrão do Gosto. Ele explica que, embora o gosto seja pessoal, existem críticos "especialistas" que possuem maior delicadeza de imaginação, prática e ausência de preconceitos. Esses juízes refinados conseguem perceber qualidades na obra que escapam ao olhar comum, criando um consenso ao longo do tempo. Assim, a beleza é um sentimento, mas educar o nosso gosto nos permite apreciar formas mais elevadas de arte.

1)
Segundo David Hume, onde reside propriamente a beleza?

A) Na mente de quem contempla o objeto, como um sentimento.

B) Na estrutura física e proporção geométrica dos objetos.

C) No Mundo das Ideias, sendo uma verdade universal e imutável.

D) Nas leis matemáticas que regem a harmonia da natureza.

2)
Como filósofo empirista, Hume acredita que o juízo de gosto nasce da:

A) Razão pura e lógica.

B) Experiência sensorial e do sentimento.

C) Revelação divina.

D) Obediência às regras do governo.

3)
O que Hume quer dizer com a frase "A beleza não é uma qualidade das próprias coisas"? 

A) Que as coisas não possuem valor.

B) Que a beleza é um sentimento subjetivo de prazer.

C) Que apenas objetos feios existem no mundo.

D) Que a beleza é uma ilusão perigosa.

4)
Como esta imagem ilustra a tese central de Hume sobre a subjetividade da beleza?
5)
O que é o "Padrão do Gosto" para Hume?

A) Uma lei imposta por ditadores.

B) Um consenso estabelecido por juízes com sensibilidade refinada.

C) A opinião da maioria da população em uma rede social.

D) O preço de uma obra de arte em um leilão.

6)
Qual dessas características NÃO pertence a um "bom juiz" de arte, segundo Hume? 

A) Delicadeza de imaginação.

B) Prática e experiência.

C) Preconceito cultural forte.

D) Ausência de paixões momentâneas.

7)
Por que, para Hume, ainda lemos clássicos como Homero séculos depois?

A) Por obrigação escolar.

B) Porque eles resistiram ao tempo através do consenso de bons juízes de gosto.

C) Porque não existem livros novos melhores.

D) Porque a beleza desses livros é uma propriedade física das páginas.

8)
Relacione a figura do sommelier ao conceito de "Bom Juiz" de Hume.
9)
O subjetivismo de Hume sobre a beleza implica que:

A) Todas as opiniões sobre arte têm o mesmo valor científico.

B) Cada indivíduo tem sua própria percepção de prazer estético.

C) Não devemos observar obras de arte.

D) A arte deve ser proibida.

10)
Hume compara o gosto estético ao sentido do:

A) Olfato.

B) Paladar.

C) Tato.

D) Audição.

11)
Para educar o gosto, Hume sugere que é necessário:

A) Comparar diferentes obras e praticar a observação.

B) Decorar manuais de regras de beleza.

C) Comprar as obras mais caras.

D) Ignorar a opinião dos outros.

12)
Por que, mesmo em ruínas, o Partenon continua sendo considerado belo segundo o "Padrão do Gosto" de Hume?
13)
Por que não podemos dizer que qualquer obra de arte é igual a uma obra-prima?
14)
Explique a importância da "ausência de preconceito" para julgar uma obra de arte segundo Hume.

Questão 1: A

Questão 2: B

Questão 3: B

Questão 4:
Ela mostra que a beleza não está na tela (o objeto), mas na percepção de cada espectador. O sentimento de prazer ou desprazer é o que define se a obra é bela ou não para cada indivíduo.

Questão 5: B

Questão 6: C

Questão 7: B

Questão 8:
O sommelier representa o juiz refinado que, através da prática e da delicadeza dos sentidos, consegue identificar nuances que um paladar não treinado ignora. Isso exemplifica como o gosto pode ser educado e padronizado.

Questão 9: B

Questão 10: B

Questão 11: A

Questão 12:
Porque as qualidades que provocam prazer na mente humana (harmonia, proporção) foram validadas pelo consenso de observadores qualificados ao longo de milênios, tornando essa percepção estável.

Questão 13:
Porque, embora o sentimento seja individual, existem critérios de qualidade percebidos por juízes experientes. Nem todos os sentimentos de prazer são igualmente refinados ou baseados em uma observação atenta.

Questão 14:
O preconceito impede que o espectador veja a obra como ela realmente é, projetando valores pessoais ou culturais externos que nublam o sentimento estético genuíno.

Plano de Aula da Atividade
  • Componente Curricular: Filosofia / Artes

  • Série: 3ª série do Ensino Médio

  • Tema: David Hume: Estética e a Natureza do Gosto.

Habilidades BNCC

  • (EM13CHS101): Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas... para a compreensão de ideias filosóficas.

  • (EM13CHS502): Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores e condutas à luz de diferentes princípios éticos e estéticos.

Objetivo do Conhecimento

  • Empirismo e subjetividade estética.

  • O sentimento como base do belo.

  • A formação do Padrão do Gosto.

Objetivo da Aula

  1. Compreender a diferença entre beleza objetiva e subjetiva.

  2. Discutir o papel da cultura e da prática na educação do gosto pessoal.

  3. Analisar criticamente a ideia de que "gosto não se discute" à luz da teoria de Hume.