Atividade Aristóteles, Origem da Filosofia, Curiosidade Humana, BNCC Filosofia, Conhecimento Sensível. Entenda por que Aristóteles afirma que a filosofia começa com o espanto. Explore a importância da admiração diante do mundo para o nascimento do conhecimento científico e racional. Inclui plano de aula completo alinhado à BNCC e questões inéditas com gabarito para professores no final da página.

A origem da Filosofia

O Início de Tudo: Thaumazein

Em sua obra Metafísica, Aristóteles afirma: "Os homens começam agora e começaram originalmente a filosofar por causa do espanto (thaumazein)". Para ele, a filosofia não nasce de fórmulas prontas, mas da capacidade humana de se maravilhar com o que é comum e, depois, com os grandes mistérios do universo. Esse "espanto" não é medo, mas uma curiosidade profunda que nos faz reconhecer nossa própria ignorância e nos impulsiona a buscar explicações que vão além dos mitos.

Da Admiração à Ciência

Diferente de Platão, que desconfiava do mundo físico, Aristóteles valorizava a observação. O espanto começa com as coisas mais simples — como as fases da lua ou o crescimento das plantas — e evolui para perguntas sobre a origem de tudo. Para Aristóteles, o ser humano deseja naturalmente conhecer. A admiração é o que nos tira do estado de indiferença e nos leva a investigar as causas e os princípios da realidade, transformando o "espanto" inicial em conhecimento científico e organizado.

1)
Segundo Aristóteles, qual é o sentimento que dá origem à filosofia?

A) O medo da morte.

B) O desejo de riqueza.

C) O espanto ou admiração (thaumazein).

D) A raiva contra a injustiça.

2)
O que acontece quando o ser humano se "espanta" filosoficamente?

A) Ele desiste de entender o mundo.

B) Ele reconhece sua ignorância e busca o saber.

C) Ele cria novos mitos para se proteger.

D) Ele passa a ignorar a realidade física.

3)
Para Aristóteles, o desejo de conhecer é:

A) Exclusivo dos cientistas modernos.

B) Uma característica natural de todos os seres humanos.

C) Algo ensinado apenas pelos sofistas.

D) Uma ilusão que deve ser evitada.

4)
Aristóteles menciona que o espanto evolui das coisas próximas para os "fenômenos da lua e do sol". Como a contemplação do cosmos na imagem gera a atitude filosófica?

5)
O espanto filosófico começa, inicialmente, com: 

A) Problemas matemáticos complexos.

B) As dificuldades mais óbvias e próximas da realidade.

C) Segredos místicos e religiosos.

D) O estudo da política externa.

6)
Qual a principal diferença entre o "espanto" e o "mito" para Aristóteles?

A) O mito não tem curiosidade.

B) O espanto leva à busca pelas causas racionais, enquanto o mito se satisfaz com narrativas fabulosas.

C) O mito é superior à filosofia.

D) Não há diferença; ambos buscam o lucro.

7)
Como a curiosidade infantil representada na imagem se conecta ao conceito aristotélico de Thaumazein?
8)
A filosofia, para Aristóteles, é uma ciência "livre" porque: 

A) Pode ser feita sem pensar.

B) Não visa nenhuma utilidade prática imediata, mas o conhecimento por si mesmo.

C) É gratuita e não exige esforço.

D) Permite que cada indivíduo invente sua própria verdade.

9)
Aristóteles valorizava os sentidos (visão, audição, etc.) porque:

A) Eles são a única forma de verdade.

B) Através deles temos o primeiro contato com o mundo que nos causa admiração.

C) Eles substituem a razão.

D) Eles nos afastam do Mundo das Ideias.

10)
Quando o homem resolve o "espanto" através do conhecimento, ele:

A) Torna-se um deus.

B) Fica mais confuso do que antes.

C) Passa da ignorância para a compreensão.

D) Para de filosofar para sempre.

11)
O "espanto" socrático e o aristotélico se assemelham porque ambos exigem:

A) A aceitação de dogmas religiosos.

B) O reconhecimento da própria ignorância.

C) A habilidade de vencer debates políticos.

D) A escrita de muitos livros.

12)
Explique a metáfora da imagem, que ilustra Aristóteles descrevendo o caminho da filosofia.
13)
Explique a célebre frase de Aristóteles: "Todos os homens, por natureza, desejam conhecer".
14)
Por que a filosofia é considerada por Aristóteles a mais digna das ciências, mesmo não tendo utilidade prática imediata?

Questão 1: C

Questão 2: B

Questão 3: B

Questão 4:
A imensidão e a ordem do universo provocam um estranhamento que a mitologia não consegue explicar de forma lógica, impulsionando a razão a buscar leis universais.

Questão 5: B

Questão 6: B

Questão 7:
A imagem ilustra o estado de admiração e atenção focada no objeto. Para Aristóteles, o filósofo mantém essa postura de "olhar de novo" para o que parece comum, buscando entender sua essência e causas.

Questão 8: B

Questão 9: B

Questão 10: C

Questão 11: B

Questão 12:
wÉ a busca pelas Quatro Causas (Material, Formal, Eficiente e Final). O filósofo quer saber o que sustenta toda a existência.

Questão 13:
Aristóteles acredita que a busca pelo saber é uma inclinação intrínseca à condição humana. Não conhecemos apenas por utilidade, mas porque exercer a inteligência é a realização plena da nossa essência racional.

Questão 14:
Porque ela é a única que existe por si mesma e para si mesma. Enquanto outras ciências servem para criar ferramentas ou curar doenças, a filosofia serve para satisfazer a necessidade humana de verdade e liberdade intelectual.

Plano de Aula da Atividade
  • Componente Curricular: Filosofia

  • Série: 1ª série do Ensino Médio

  • Tema: Aristóteles e o Espanto: O Nascimento da Investigação.

Habilidades BNCC

  • (EM13CHS101): Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas...

  • (EM13CHS103): Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a questões orientadas pelo pensamento filosófico.

Objetivo do Conhecimento

  • O conceito de Thaumazein (admiração/espanto).

  • A transição do senso comum para o conhecimento filosófico.

  • A valorização da experiência sensível em Aristóteles.

Objetivo da Aula

  1. Compreender a admiração como o ponto de partida para a ciência e a filosofia.

  2. Estimular o "olhar filosófico" sobre fenômenos cotidianos.

  3. Diferenciar o conhecimento utilitário (técnico) do conhecimento contemplativo (filosófico).